sábado, 5 de maio de 2018

Teresinha , Que Horas São?


Nas inúmeras oportunidades que tenho de estar conversando com minha mãe, ela sempre remota para seus tempos de criança e desanda a contar histórias de sua vida.
A escolhida dessa oportunidade foi como aprendeu a saber as horas no relógio. Analógico, pois em sua época nem se pensava em ter nada digital.
Moradora na década de 1940 defronte ao Palácio do Governo e ao lado de uma das principais igrejas de sua cidade natal, conta ela que o então padre da igreja comprou um grande relógio e o colocou na torre principal, que dava para ser visto do quintal de sua casa.
Os tios de minha mãe, na sua maioria professores da excelente rede pública da época, a ensinava no que podiam e assim Teresinha ia adquirindo conhecimento e estudo.
Para que ela aprendesse a ler as horas, perguntavam de tempos em tempos, que horas o referido relógio estava marcando. E assim, com esse investimento no saber, minha mãe aprendeu rapidamente.
Mas este post vai muito além de como minha mãe aprendeu a ler as horas.
A pergunta é: Quanto tempo de qualidade temos passado com nossos filhos, sobrinhos ou crianças em geral? O que estamos ensinando para esses baixinhos em relação a vida, no saber, na instrução das letras?
Estamos transferindo esse momento prazeroso e de aprendizado mútuo para as escolas e para professores que não necessariamente tem condições com 20 a 30 crianças em uma única sala.
Creio que começa em casa a oportunidade de darmos aos nossos filhos o prazer da convivência, do iniciar o saber e do sentido de vida que queremos dar a eles.
Transferir essa função aos mestres é injusto, tanto para as crianças quanto para os professores que já são verdadeiros heróis nos tempos atuais.
Em Provérbios no capítulo 22 verso 6 diz: ´´Educa a criança no caminho que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele``.
Encorajo a todos que possam desfrutar de mais tempo de conhecimento, descobertas e um mundo de percepções ao lado das crianças.

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