quarta-feira, 16 de maio de 2018

Fora Eu! Fora Você! Fora Todo Mundo!


Começamos a viver mais um momento pré-eleitoral. Ao iniciarmos essa etapa também começam as mil campanhas contra candidatos, políticos e arredores.
Para todo lado que olhamos se consegue ver a expressão ´´Fora Fulano!!`` ou ´´Fora Cicrano!!`` de acordo com sua predileção partidária ou cor de bandeira.
Sempre estamos de olho no suposto inimigo e em seus erros, deslizes ou coisas muito maiores.
Mas me pergunto: com que autoridade podemos apontar o dedo para alguma pessoa antes de enxergamos a nós mesmos?
Se formos analisar friamente a nossa situação, começamos a perceber pequenos deslizes na nossa vida cotidiana que antes pareciam imperceptíveis ou, na atual conjuntura, deslizes de menor expressão e passíveis de não punição.
Será que é mesmo assim?
Será que furar a fila dos carros para dobrar na rua é pouca coisa? Será que falar com um amigo para ser atendido antes dos outros é infração pequena? Você pode até falar ´´Que mal tem``?
Começamos a ser igual o sapo que está dentro de uma panela cheia de água em cima do fogão e começa a esquentar sem o sapo se importar, se acomodando a esse calor até morrer.
Não tropeçamos inicialmente em uma grande pedra. Conseguimos avistá-la de longe.
São pequenas pedras que podem nos fazer cair no começo e assim vamos nos acostumando até sermos pego em grandes erros.
Talvez nos falte a oportunidade de fazer o mesmo que os outros fazem e que tanto condenamos.
Em Mateus 7:3 diz: ´´E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho``?
Veja bem, não estou aqui defendendo erro de ninguém em qualquer área e nem passando a mão na cabeça de ninguém. Pelo contrário, são cabíveis de punição exemplar. Apenas precisamos fazer a diferença começando com nós mesmos.

sábado, 5 de maio de 2018

Teresinha , Que Horas São?


Nas inúmeras oportunidades que tenho de estar conversando com minha mãe, ela sempre remota para seus tempos de criança e desanda a contar histórias de sua vida.
A escolhida dessa oportunidade foi como aprendeu a saber as horas no relógio. Analógico, pois em sua época nem se pensava em ter nada digital.
Moradora na década de 1940 defronte ao Palácio do Governo e ao lado de uma das principais igrejas de sua cidade natal, conta ela que o então padre da igreja comprou um grande relógio e o colocou na torre principal, que dava para ser visto do quintal de sua casa.
Os tios de minha mãe, na sua maioria professores da excelente rede pública da época, a ensinava no que podiam e assim Teresinha ia adquirindo conhecimento e estudo.
Para que ela aprendesse a ler as horas, perguntavam de tempos em tempos, que horas o referido relógio estava marcando. E assim, com esse investimento no saber, minha mãe aprendeu rapidamente.
Mas este post vai muito além de como minha mãe aprendeu a ler as horas.
A pergunta é: Quanto tempo de qualidade temos passado com nossos filhos, sobrinhos ou crianças em geral? O que estamos ensinando para esses baixinhos em relação a vida, no saber, na instrução das letras?
Estamos transferindo esse momento prazeroso e de aprendizado mútuo para as escolas e para professores que não necessariamente tem condições com 20 a 30 crianças em uma única sala.
Creio que começa em casa a oportunidade de darmos aos nossos filhos o prazer da convivência, do iniciar o saber e do sentido de vida que queremos dar a eles.
Transferir essa função aos mestres é injusto, tanto para as crianças quanto para os professores que já são verdadeiros heróis nos tempos atuais.
Em Provérbios no capítulo 22 verso 6 diz: ´´Educa a criança no caminho que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele``.
Encorajo a todos que possam desfrutar de mais tempo de conhecimento, descobertas e um mundo de percepções ao lado das crianças.